22 dezembro, 2010

Nenhuma palavra se fez necessária. Seu tato continuava registrado na minha pele, jamais esqueceria a temperatura do seu toque, era ideal. Deixava-me sentir a plenitude da união. Devoramos toda a garrafa de vinho e todas as notas que seus dedos aguentassem . Devorei seus gestos, seu cheiro e seu toque. Devorei você com os olhos e com todo o resto que me fosse permitido.

Um comentário:

  1. Por minha grande falta de jeito, mas com o desejo de também partilhar o espírito desta quadra, partilho de Vitorino Nemésio, um outro Natal,

    «Percorro o dia, que esmorece
    Nas ruas cheias de rumor;
    Minha alma vã desaparece
    Na muita pressa e pouco amor.
    Hoje é Natal. Comprei um anjo,
    Dos que anunciam no jornal;
    Mas houve um etéreo desarranjo
    E o efeito em casa saiu mal.
    Valeu-me um príncipe esfarrapado
    A quem dão coroas no meio disto,
    Um moço doente, desanimado…
    Só esse pobre me pareceu Cristo.»

    Com um sincero desejo de uma quadra plena,
    Um imenso abraço,

    Leonardo B.

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