anda em passos tortos, queimando ao sol
totalmente desvirginada pelo olhos cruéis,
poluindo seus ouvidos, com preconceitos.
tiraram-lhe a último gota de conceito,
transformando-a num animal sem cor,
apagando a sensível flor.
reclama apenas do mau cheiro,
exalado pelo hálito da soberba.
antes de morrer, já estamos fedendo.
03 março, 2011
25 fevereiro, 2011
Fitou-me
Absorvendo com o olhar o desconhecido mais distante.
Esquecidos no tempo, procurou o mais profundo espaço,
O silêncio foi destruído somente pelo pulsar.
Nossa vontade imperfeita, interrompida
O impulso do desejo impudico explodiu, esgotando o ar.
Restou o arrepio com a lembrança,
Carícias minhas, querendo ser entregues a ti.
Pensamentos deslizando no ar,
Criando nuvens com imagens nossas.
Restou tanto desejo de juntar-nos,
Que todo lugar era possível de ver-te.
O beijo seu que ainda não se encostou ao meu,
Para misturar nossos gostos e confundir os cheiros.
O beijo meu que guardo apenas pra dar-te,
E sentir a pureza da plenitude da união
06 fevereiro, 2011
desenhar-nos
sujou o guardanapo com suas palavras fáceis
manchou em mim, um sentimento inapagável
trouxe desde o meu ventre, até todo o resto,
uma vontade de ter-lhe sempre como inspiração.
seus desenhos com palavras, era como um mapa;
encontrei todo sentimento em cada metáfora.
cospe-lhe tudo que pertencia a mim
foi uma entrega suja, porém inevitável.
como um vômito incontrolável e aliviante.
seriamos irrecuperavelmente "nós" a cada trecho,
a cada verbo, a cada rima.
Mesmo quando houvesse apenas palavras soltas,
juntaríamos, trazendo textos tolos,
falando de um amor, que tentamos.
manchou em mim, um sentimento inapagável
trouxe desde o meu ventre, até todo o resto,
uma vontade de ter-lhe sempre como inspiração.
seus desenhos com palavras, era como um mapa;
encontrei todo sentimento em cada metáfora.
cospe-lhe tudo que pertencia a mim
foi uma entrega suja, porém inevitável.
como um vômito incontrolável e aliviante.
seriamos irrecuperavelmente "nós" a cada trecho,
a cada verbo, a cada rima.
Mesmo quando houvesse apenas palavras soltas,
juntaríamos, trazendo textos tolos,
falando de um amor, que tentamos.
04 fevereiro, 2011
explosão do vazio
as lembranças tomaram conta de todo o vazio,
explodindo em esgotamento,
marcando o rosto, já cansado de pensar.
desejo uma enchente,
para levar tudo que restou e que ainda não consegui me separar.
procuro novas palavras, para falar do igual sentimento
que esqueceu de partir.
cansei se esperar por te, cansei de esquecer de mim.
explodindo em esgotamento,
marcando o rosto, já cansado de pensar.
desejo uma enchente,
para levar tudo que restou e que ainda não consegui me separar.
procuro novas palavras, para falar do igual sentimento
que esqueceu de partir.
cansei se esperar por te, cansei de esquecer de mim.
01 fevereiro, 2011
mm
seus olhos encontraram-me, despindo-me e vestindo-me de intenções. segui meus passos e sem querer, os seus; encontramo-nos numa mesma linha, buscando uma explicação no olhar não tão desconhecido, mas completamente novo. mudamos a direção e ainda assim, buscamos um ao outro, algo surgiu, como um êxtase. criamos uma aliança através de um simples olhar, que apenas um par compreenderia. é uma paixão e nada mais.
24 janeiro, 2011
Chá De.lírios
Cheiro a sutileza do jasmim, tentando me contaminar com sua delicadeza. Piso nas pequenas flores de jambo para enraizar a emoção da sua lindeza. Quero limpar com a ternura das pétalas, a escuridão que colhi para mim. Delírios.
O sentimento não é apagável. Obrigar a transformar-se no vazio, é apagar a mim. Degusto então, cada sensação, dentro e fora de mim, como o sabor inconfundível do amor. E enriqueço-me com a dor e a beleza do sentir.
O sentimento não é apagável. Obrigar a transformar-se no vazio, é apagar a mim. Degusto então, cada sensação, dentro e fora de mim, como o sabor inconfundível do amor. E enriqueço-me com a dor e a beleza do sentir.
19 janeiro, 2011
afogo em vícios meus pequenos detalhes
vejo absoluto desprezo em tudo ao redor
cansei de mim.
afogo-me em vícios, seus pequenos toques
quero esquecer.
desvendei nosso mistério.
apego
apenas esse sentimento desprezível restou-me.
acho bom, que seja tão feio o fim do nosso amor.
me conformo com essa ideia
sigo em frente e não digo nenhuma verdade a nosso respeito.
fim, as vezes é obrigado a ser belo
a dor não tem mais rima,
muito menos o amor.
então sigo em frente
mas não digo nada,
nem da dor
do amor.
vejo absoluto desprezo em tudo ao redor
cansei de mim.
afogo-me em vícios, seus pequenos toques
quero esquecer.
desvendei nosso mistério.
apego
apenas esse sentimento desprezível restou-me.
acho bom, que seja tão feio o fim do nosso amor.
me conformo com essa ideia
sigo em frente e não digo nenhuma verdade a nosso respeito.
fim, as vezes é obrigado a ser belo
a dor não tem mais rima,
muito menos o amor.
então sigo em frente
mas não digo nada,
nem da dor
do amor.
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